O Presidente da República de Mocambique, Filipe Nyusi, profere, hoje quinta-feira (15), pelas 20 horas, uma Comunicação à Nação no contexto da Situação de Calamidade Pública, indica um Comunicado de Imprensa da Presidencia da Republica.

Segundo a mesma fonte, horas antes da comunicação, o Chefe de Estado vai dirigir uma reunião de balanço sobre a situação da COVID-19 no país, volvidos 15 dias depois da entrada em vigor do actual Decreto. Participam no encontro membros do Governo, governadores provinciais e o presidente do Município de Maputo.

Segundo indica um outro Comunicado de Ministerio da Saude, em Moçambique existe, até o momento um cumulativo de 5.517.028 pessoas rastreadas para a COVID-19 nos diferentes pontos de entrada. Destas, 188.254 foram submetidas à quarentena domiciliar. Neste momento, 4.051 pessoas observam ainda a quarentena domiciliária e 1.398 contactos de casos positivos estão em seguimento.

A mesna fonte acrescenta que até Quarta-feira, 14 de Julho de 2021, no País foram testados cumulativamente 651.245 casos suspeitos, dos quais 4.407 nas últimas 24 horas. Nas últimas 24 horas, mil e quinhentos e quarenta e três (1.543) indivíduos testaram positivo para COVID-19. Dos novos casos hoje reportados, quinhentos e trinta e sete (537) são de nacionalidade moçambicana, dois (2) são estrangeiros e mil e quatro (1.004) são de nacionalidade ainda por identificar; oitocentos e sessenta e três (863) do sexo feminino (55.9%) e seiscentos e oitenta (680) do sexo masculino (44.1%).

Todos os novos casos resultam de transmissão local. Para o Ministerio da Saude, a Cidade de Maputo registou seiscentos e cinquenta e sete (657) casos, correspondendo a 42.6% do total dos casos novos hoje reportados em todo o país e uma taxa de positividade de 39.7%, seguida pela Província de Maputo com duzentos e cinquenta e três (253) casos, o equivalente a 16.4% do total de casos novos e uma taxa de positividade de 41.5% A nível nacional, a Taxa de Positividade nas últimas 24h foi de 35%, enquanto que a Taxa de Positividade Acumulada é de 14.35%. Assim, o nosso País tem cumulativamente 93.429 casos positivos registados, dos quais 93.060 casos são de transmissão local e 369 são casos importados.

A fonte acrescenta ainda que nas últimas 24h registamos noventa e seis (96) novos internamentos e vinte e nove (29) altas hospitalares. Até o momento, o país tem um cumulativo de 4.569 pacientes internados, dos quais 419 estão actualmente nos Centros de Internamento de COVID-19 e em outras Unidades Hospitalares (68% destes pacientes encontra-se na Cidade de Maputo).

O Ministerio da Saude refere que ”registamos cento e oitenta e um (181) casos totalmente recuperados da COVID-19, todos de indivíduos de nacionalidade moçambicana. Assim, o país tem um cumulativo de 74.392 (79.6%) indivíduos previamente infectados pelo novo coronavírus que estão totalmente recuperados da doença”.

”Lamentamos a notificação de vinte (20) óbitos em pacientes infectados pelo novo coronavírus nas últimas 24h, sendo onze (11) do sexo masculino e nove (9) do sexo feminino, todos de nacionalidade moçambicana e cujas idades variam entre 22 e 90 anos. Destes, um (1) óbito foi declarado no dia 8/07/2021, dois (2) foram declarados no dia 09/07/2021, um (1) óbito foi declarado no dia 10/07/2021, três (3) foram declarados no dia 11/07/2021, dois (2) foram declarados no dia 12/07/2021 e onze (11) foram declarados no dia 13/07/2021. Neste momento, o País tem 18.000 casos activos e 1.033 óbitos devido à COVID-19”, le-se no comunciado.

As autoridades sanitarias alertam da necessidade de protecção especial que deve ser dispensada às pessoas que fazem parte do Grupo de Risco de contaminação pela COVID-19. Devido a razões como idade avançada, por serem portadores de uma doença crónica ou por se encontrarem numa situação de saúde transitória que inspire cuidados especiais, as pessoas que fazem parte do Grupo de Risco correm maior risco de infecção pela COVID-19.

Aliás, a fonte destaca que ”dados recentes apontam para a ocorrência de um número maior de óbitos por COVID19 em pacientes que fazem parte do Grupo de Risco”. Assim, apelamos para o reforço de medidas de prevenção e combate à COVID-19 nos seguintes grupos, por estarem mais expostos à infecção:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos;
  • Portadores de doença considerada de risco, de acordo com as orientações das autoridades sanitárias, designadamente, os imuno-comprometidos, os doentes renais, os hipertensos, os diabéticos, os portadores de HIV/SIDA, doentes cardiovasculares, os portadores de doença respiratória crónica e os doentes oncológicos e as gestantes;
  • Mulheres grávidas.

Pessoas que fazem parte do Grupo de Risco, quando detentores de vínculo laboral com uma entidade pública ou privada, que deve prestar serviço no período de vigência da Situação de Calamidade Pública, têm prioridade na dispensa da actividade laboral presencial.

(AIM)

JSA