O Banco de Moçambique decidiu penalizar o Standard Bank, um dos maiores bancos comerciais
Banco de Moçambique sanciona Standard Bank por práticas fraudulentas do país, com uma multa no valor de 290,1 milhões de meticais (cerca de 4,6 milhões de dólares americanos ao câmbio actual)
pelo seu envolvimento em práticas fraudulentas.
A sanção, segundo um comunicado do Banco de Moçambique, inclui a suspensão, até um ano, da actividade cambial de conversão de divisas, e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva.
O Banco Central também multou o administrador delegado do Standard Bank, Adimohanma Chukwuma Nwokocha com 6,4 milhões de meticais. Nwokocha também fica inibido do exercício de cargos sociais e
de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras em Moçambique por um período de seis anos.
Sancionou ainda o Director da Banca Corporativa e de Investimentos, Carlos Madeira, com uma multa no valor total de 14,04 milhões de meticais. A semelhança do Administrador Delegado, Madeira também
está impedido do exercício de cargos e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades fnanceiras no país por um período de seis anos, e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva.
Com vista a salvaguardar os interesses dos clientes e de outros interessados, bem como assegurar a estabilidade do sistema fnanceiro, os accionistas do Standard Bank Moçambique, S.A. estão a colaborar
com o Banco de Moçambique, de forma a sanar as irregularidades referidas.
Neste contexto, foram elaboradas medidas de acompanhamento contínuo que poderão ditar o levantamento da suspensão ao Standard Bank, S.A., antes do prazo estipulado, mediante avaliação positiva dos resultados. Estas medidas incluem, por parte dos accionistas, a apresentação e implementação de um plano de acção credível de remediação das irregularidades e, por parte do Banco de Moçambique, a colocação de um inspector residente que ira assegurar a monitoria continua
do plano de acção.
Enquanto isso, o Standard Bank compromete-se a dialogar e trabalhar com o Banco de Moçambique para esclarecer todas alegações sobre a sua suspensão do mercado cambial e salvaguardar os interesses
dos clientes e todas as partes interessadas.
Refere ainda que as suas operações diárias não relacionadas com este processo não estão afectadas e continuam a decorrer com normalidade e que está comprometido em fazer negócios de forma ética
e responsável.
(AIM)
Tel/JSA