O Centro de Inegridade Pública convidou aos órgãos de comunicação social para a apresentação do posicionamento da organização face às conclusões apresentadas pela Comissão de Inquérito sobre a exploração sexual de reclusas na Cadeia Feminina de Ndavela.

No encontro o CIP revelou que exige a responsabilização imediata, não somente daqueles que exploraram ou facilitaram a exploração sexual das reclusas, mas também daqueles que tinham o dever de proteger as reclusas da violação dos seus direitos.

Entretanto, o CIP lamenta que não tenham sido encontradas as pessoas envolvidas na rede de exploração sexual de reclusas, “mas entendemos que os poderes e as metodologias usadas pela CI são bastante limitados. A título de exemplo, a CI não teve acesso aos registos telefónicos dos guardas prisionais que negociaram com o CIP a retirada das reclusas para exploração sexual. Igualmente a CI não teve acesso aos registos de propriedade das viaturas usadas pelos guardas penitenciários para o transporte das reclusas de e para a pensão onde foram mantidos os encontros com pesquisadores do CIP”, refere a organização.

O CIP diz que acredita que o Ministério Público, que já iniciou um processo-crime sobre a mesma matéria, irá conduzir uma investigação mais exaustiva para a identificação dos integrantes da rede de exploração sexual de reclusas da Cadeia Feminina de Ndlavela.

A instituição referiu ainda que está satisfeita com a realização do inquérito e sobretudo com a partilha pública dos resultados. “É algo inédito na história de governação de Moçambique, onde raramente os resultados das comissões de inquérito são apresentados ao público”. 

(AIM)

OP/JSA