O Presidente da Republica de Moçambique, Filipe Nyusi, garantiu Segunda-feira que hoje (06) o Conseho de Ministros ira’ se pronunciar sobre os acidentes ciclicos nas estradas do Pais.

Nyusi falava numa breve declaração a jornalistas após visitar, no Hospital Central de Maputo (HCM), parte dos sobreviventes do acidente ocorrido sábado no posto administrativo da Maluana, distrito da Manhiça, província sulista mocambicana de Maputo, em que 32 pessoas perderam a vida e outros 26 ficaram feridas. Maluana localiza-se a cerca de 60 quilómetros a norte da capital.

Filipe Nyusi disse ter ido ao HCM para confortar as vítimas internadas nesta unidade sanitária, tendo destacado que o mais importante neste momento não é julgar o caso de sábado especificamente, mas sim perceber as razões que estarão por detrás dos acidentes de viação que ciclicamente se registam nesta e noutras vias do país e procurar formas de evitar a sua ocorrência.

Segundo o Chefe do Estado, a sessão de hoje do Conselho de Ministros vai também avaliar o cenário e indicar o roteiro de como o país deverá lidar com o problema de acidentes de viação.

Por sua vez, Madalane Manjate, directora dos Serviços de Urgência do HCM, disse que os 11 transferidos do Hospital Distrital da Manhiça (eram 12, mas uma jovem de 38 anos de idade pereceu na madrugada de domingo) ainda inspiram cuidados médicos em regime de internamento, não se vislumbrando datas de alta.

Dados avançados pela médica na manhã de ontem apontam que grande parte dos feridos está na Ortopedia, a enfermaria visitada pelo Presidente da República. Entre os feridos, está uma menor de dois anos internada na Cirurgia Pediátrica.

Até ao início da tarde de ontem, sete dos 28 corpos contabilizados no local do acidente ainda estavam por identificar e reclamar pelos respectivos familiares, de acordo com Milton Menezes, director clínico do Hospital da Manhiça.

Num contacto telefónico, Menezes afirmou que, ao todo, a morgue continuava com oito corpos, sendo que um deles já tinha sido reconhecido.

O autocarro da Transportes Nhancale que embateu em dois camiões, um dos quais seguia no mesmo sentido, partira da cidade cerca das 4 horas e o destino era a capital do país. 

(AIM)

Not/JSA