O primeiro Fórum de Negócios da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) realizado recentemente na capital moçambicana, Maputo, conheceu testemunho de história de sucesso do Grupo Lin, uma das Pequenas e Medias Empresas (PMEs) que mais cresceu em contexto marcado pela eclosão da pandemia da Covid-19, transformando desafios em oportunidade.

O testemunho do Grupo Lin foi dado na voz de Lineu Candeeiro, jovem empreendedor e proprietário da marca Lin Limpezas, Lin Ambulâncias, e brevemente Lin Medical Care, através de uma abordagem virada para o mercado regional e continental, aproveitando as oportunidades de zona de comércio livre tanto da SADC, como do continente.

A fonte falou durante a abertura do fórum regional, sobre as metamorfoses que marcaram a implantação e crescimento da marca em Moçambique, onde, actualmente, lidera um mercado que mostra um grande potencial tendo em conta as necessidades do país face a actual crise sanitária, prestando apoio ao sector público e privado no que concerne as limpezas, desinfecções e evacuações.

“Quando começou a Covid-19, nós tínhamos um plano de lançar o Grupo Lin para prestar auxílio ao combate e prevenção da Covid-19. Seguidamente, vimos a necessidade de lançar o Lin Ambulância, que é empresa de prestação de serviços de ambulância com objectivo de apoiar o sector público e privado para uma eventual demanda”, disse Candeeiro, no Fórum de Negócios da SADC.

A testemunha vinca que os negócios do grupo estão a crescer em linha com os programas do desenvolvimento do país, contribuindo para a criação de mais postos de trabalho e alargamento da base de colecta de impostos da Autoridade Tributária de Moçambique.

Assegurou que, neste momento, os investimentos do grupo estarão focados na Lin Ambulância no sentido de torna-la competitiva e abrangente tanto a nível nacional, como regional.

“Estamos a crescer. Queremos continuar a crescer e acreditamos que nos próximos anos vamos conseguir ter a Lin Ambulância e Lin Medical Care em todas as províncias. Hoje fazemos evacuações para alguns países do interland, através de parcerias da SADC. Esse trabalho fazemos com qualidade e responsabilidade”, frisou o interlocutor.

Durante o fórum, a fonte apontou alguns constrangimentos que ainda constituem desafios para o crescimento das Pequenas e Médias Empresas em Moçambique, nomeadamente a falta de acesso ao financiamento e barreiras tributárias, factores considerados fulcrais para a melhoria do ambiente de negócios.

Apesar dos constrangimentos, Lineu Candeeiro aponta a força de vontade do tecido empresarial nacional como o segredo do sucesso em tempos de pandemia. “A força de vontade que os empreendedores moçambicanos demonstram dá-nos garantias de que o futuro é promissor”, sentenciou.

O Fórum de Negócios da SADC foi presidido pelo Estadista moçambicano e Presidente em Exercício da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, Filipe Nyusi.

Afigurou o seu discurso como uma plataforma de diálogo público-privado e de inclusão do sector privado nos esforços da melhoria de ambiente de negócios na SADC.

De acordo com Nyusi, a região, com cerca de 350 milhões de consumidores mostra-se preparada para alavancar o potencial do comércio e investimentos tendo em conta que o volume de exportações dentro da SADC passou de 15.2 por cento, em 2008, para 19.5 por cento, em 2018.
(AIM)
PC/mz