O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, que iniciou Sexta-feira uma visita oficial de dois dias à África do Sul, com a insegurança em África, incluindo no norte de Moçambique, e o combate à pandemia da COVID-19 na agenda, sublinhou que a França “está muito ciente” que Moçambique enfrenta “grupos ‘jihadistas’ ” que “ameaçam” a segurança regional, escreve o Notícias ao Minuto.

O Presidente francês disse que a França está pronta para assistir Moçambique no combate à violência armada na região norte de Cabo Delgado, desde que no âmbito de um “esforço africano” do país.

“Discutimos, há pouco, com o Presidente Ramaphosa, a situação em Moçambique, e na semana passada tive a oportunidade de discutir também a situação com o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, que participou na cimeira que organizámos em Paris”, referiu Macron, no final de conversações bilaterais com o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa.

O Presidente sublinha, porém, que está “a acompanhar com preocupação a situação e a França pretende manter-se coordenada com Moçambique e os países na região, estamos disponíveis para ajudar, mas no contexto de uma solução política, que deve, em primeiro lugar, ser solicitada por Moçambique e, em segundo lugar, no âmbito de uma intervenção da SADC, que ontem se reuniu em Maputo”.

Emmanuel Mácron frisou que “se for tomada uma decisão para uma intervenção da SADC para restaurar a soberania em Moçambique, a França está disponível para contribuir com operações da Marinha”.

Por rua vez, o Presidente Ramaphosa disse que a Dupla Troika da SADC reafirmou, quinta-feira, em Maputo, que “está apta a assistir Moçambique a erradicar” os insurgentes, “restaurando a paz e a estabilidade no país”.

(AIM)

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