Transportadores semi-colectivos de passageiros, vulgo ”Chapeiros”, da rota Mahlazine/Museu paralisaram as actividades, Quinta-feira, na cidade capital moçambicana de Maputo, em reivindicação à actuação da Polícia Municipal e de Trânsito que aplicam multas e apreendem viaturas, devido ao excesso de lotação.

Com efeito, os “chapeiros” concentraram-se no terminal rodoviário de Mahlazine, enquanto os passageiros, que pretendiam viajar nesta rota, aglomeravam-se em diversas paragens nas avenidas de Moçambique, Trabalho e Eduardo Mondlane.

Os operadores alegam que estão a sofrer prejuízos e injustiças, uma vez que os autocarros das cooperativas que operam no Grande Maputo, não observam a lotação imposta pelo Governo para a prevenção da pandemia da Covid-19.  

No contexto do estado de calamidade pública, os semi-colectivos com capacidade para 30 lugares são permitidos transportar passageiros sentados, sua lotaçao oficial, bem como os de 15 assentos que devem respeitar o estipulado. Entretanto, os autocarros circularam com excesso de lotação sob olhar das autoridades policiais.

Nélio Alberto, transportador, pediu igualdade nas operações de tratamento na fiscalização da lotação das viaturas por parte da Polícia.

“Há os que observam a lotação imposta e outros não.Já fui multado sete vezes este ano. A actividade já não é rentável, pois estou a somar prejuízos”, disse Nélio.

Ernesto Sitóe, também transportador, explicou que quando o motorista é encontrado com excesso de lotaçao, os agentes da Polícia cobram entre 300 e 500 meticais, para não apreender a veículo. 

Por sua vez, Mateus Cuna, porta-voz da Polícia Municipal da cidade de Maputo, apontou que a fiscalização da lotaçãodas viaturas visa desencorajar a violação de uma das medidas emanadas pelo Governo, no âmbito do estado decalamidade pública, que proíbe a superlotaçãonos transportes.

“Sempre que há paralisação procuramos sensibilizar os transportadores para reiniciarem as actividades para não fazer sofrer os utentes”, sublinhou.

(AIM)

Noticias/JSA