A Ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, anunciou, Quarta-feira, o adiamento, para uma data a anunciar, da Cimeira Extraordinária da Troika da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da Africa Austral) sobre a segurança em Cabo Delgado, norte de Mocambique. O órgão não tem quorum para deliberar, devido às ausências dos presidentes da África do Sul e do Botswana.

No fim da reunião da Troika do comité ministerial do órgão de política, defesa e segurança da SADC, que decorreu na tarde desta quarta-feira em Maputo, Macamo disse, em conferência de Imprensa, que a cimeira extraordinária, que tinha sido agendada para hoje, quinta-feira, está adiada. Sem dar detalhes sobre o adiamento da cimeira extraordinária de Maputo, Verónica Macamo disse tratar-se de questões de “força maior”, que ditaram as ausencias dos Presidentes da Africa do Sul e do Botwsana.

Contudo, segundo um comunicado do secretariado da presidência do Botswana, citado pelo Jornal ”O Pais”, o presidente daquele país, Mokgweetsi Masisi está em quarentena e o seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa foi arrolado para audição no “Inquérito Zondo”, sobre a alegada captura do Estado na sua qualidade de presidente e vice-presidente do Congresso Nacional Africano (ANC) por ter, supostamente, agido a favor da empresa Glencore para prejudicar a Eskom.

Verónica Macamo disse que a SADC concordou com a intervenção em Cabo Delgado, sendo que caberá aos chefes de Estado e de Governo da região avaliar e decidir sobre a natureza das acções práticas e duradouras a desencadear em prol da segurança naquele ponto do país.

A reunião ministerial da Troika da SADC foi dirigida por Lemogang Kwape, presidente do comité ministerial do órgão e Moçambique fez-se representar, no encontro, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, da Defesa Nacional e do Interior, Verónica Macamo, Jaime Neto e Amade Miquidade, respectivamente.

(AIM)

O Pais/JSA