O governo moçambicano decidiu desligar definitivamente os sistemas analógicos de transmissão radiofónica e televisiva em Moçambique, um processo que deverá ser concluído até 31 de Dezembro do corrente ano.

O desligamento vai dar lugar a introdução de sistemas digitais, um processo que deverá ocorrer em duas duas fases.

A decisão foi tomada durante a 16ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, que teve lugar hoje, em Maputo.

Falando minutos após o evento, o porta-voz do órgão, Filimão Suaze, explicou que a primeira fase irá decorrer até 30 de Setembro e compreende o desligamento de 16 emissores analógicos nos municípios de Maputo e Namaacha, província meridional de Maputo; Xai-Xai e Chókwè (província de Gaza).

O desligamento também inclui os emissores localizados nos municípios de Maxixe e Vilanculos (província de Inhambane); Beira (Sofala); Chimoio (Manica) Quelimane (Zambézia) Tete (província com o mesmo nome) Nampula; Ilha de Moçambique e Nacala (Nampula) Pemba (Cabo Delgado) Lichinga e Cuamba (Niassa).

Suaze, que é igualmente vice-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, disse que a segunda fase termina a 31 de Dezembro e deverá abranger 14 emissores, nomeadamente, Massinga (Inhambane) Marromeu (Sofala) Zóbuè (Tete) Monapo, Ribáuè e Namialo (Nampula) Ilha de Ibo, Chiúre, Mueda (Cabo Delgado) e Mandimba, Manjune, N’gaúma e Lago (Niassa).

“O desligamento dos emissores de transmissão analógica radiofónica e televisiva visa concluir o processo de migração de televisão analógica para digital em Moçambique, e estabelecer fases de desligamento dos respectivos emissores”, disse Suaze.

Iniciada em Dezembro de 2010, a migração digital no país obedece ao padrão tecnológico da DVB-T2 (Digital Video Broadcasting-Second Generation Terrestrial).

O processo incluiu ainda a criação da empresa Transporte Multiplexação e Transmissão (TMT), operador público de rede de televisão digital.

A migração digital garante a expansão e melhoria da qualidade do sinal e dos conteúdos transmitidos. Para os aparelhos não compatíveis, as autoridades colocaram a venda descodificadores.

Na mesma sessão, o governo criou tres empresas, nomeadamente Águas da Região Norte, Águas Região Centro e Águas Região Sul, cuja missão é gerir e explorar os serviços públicos de abastecimento do precioso líquido nas três regiões do país.

O governo tambem criou a empresa Águas da Região Metropolitana de Maputo que vai gerir e explorar os serviços públicos de abastecimento de água nos municípios de Maputo, Matola, Boane e vila de Marracuene.

“Os decretos aprovados visam constituir sociedades comerciais para assegurar a gestão e exploração dos sistemas públicos de abastecimentos de água, e a promoção de todas as actividades conexas a nível nacional no âmbito do quadro da gestão delegada”, disse Suaze.
(AIM)
Ac/sg