A ex-ministra moçambicana do Trabalho e Segurança Social, Helena Taipo, esta em liberdade desde esta terça-feira sob termo de identidade e residência, após dois anos de prisão preventiva acusada em casos de corrupção, apurou a AIM.

Helena Taipo, que também foi embaixadora em Angola, encontrava-se em prisão preventiva no Estabelecimento Preventivo da Cidade de Maputo, desde Abril de 2019.

Ela é acusada pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) de ter liderado, enquanto ministra, entre 2005 e 2015, um esquema que culminou com o desvio de mais de 113 milhões de meticais (um dólar equivalia a 31 meticais, ao câmbio de 2014) dos cofres da Direcção do Trabalho Migratório (DTM).

O dinheiro desviado das contas da DTM era proveniente das contribuições dos mineiros moçambicanos na África do Sul e da contratação de mão-de-obra estrangeira no país.

Além de adquirir viaturas e imóveis, o dinheiro foi também aplicado na compra de cabazes e bebidas alcoólicas, sem base legal.

Além da acusação de desvio do dinheiro da DTM, Helena Taipo é igualmente acusada de ter recebido subornos a favor de empresas de construção civil e do sector gráfico em contratos com o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) entidade que a ex-ministra tutelava.

Além da Helena Taipo, o “caso INSS” envolve igualmente o ex – Presidente do Conselho de Administração da instituição, Francisco Mazoio, e o respectivo director da instituição, Baptista Machaieie, todos acusados de desviar cerca de 371.124 mil meticais do INSS.
(AIM)
ac/mz
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