O Presidente da República da Guine Equatorial, Teodoro Obiang, defende que a situação de ataques terroristas na província de Cabo Delgado deve constituir preocupação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como forma de proteger os interesses e negócios da organização.

Segundo o jornal Noticias, Obiang falava em Malabo, capital da Guine Equatorial, na abertura da primeira cimeira de negócios da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa(CE-CPLP), um país que procura a sua integração efectiva no bloco.

Segundo Obiang, a cimeira deve identificar os desafios que a comunidade enfrenta, aproveitar as vantagens para aprofundar a cooperação na CPLP, tendo sempre primazia os países da comunidade.

Por seu turno, o Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, considera que o futuro da comunidade reside no reforço da aproximação entre pessoas dos diferentes países da CPLP, de estreitar cada vez mais os homens de negócios ou simples cidadãos, como forma de conquistar respeito e credibilidade junto da sociedade.

Segundo o Chefe do Estado cabo-verdiano, o projecto de mobilidade a ser apresentado em Julho na cimeira de Luanda será um passo decisivo nessa caminhada.

Iniciativas como estas, juntando empresários e mobilizando parcerias, constituem não só uma grande ajuda na construção da comunidade de pessoas, como também contribuem muito no processo de desenvolvimento económico dos países.

“As nossas economias assentam basicamente no sucesso das nossas empresas e este facto depende, em muito, da intensidade e da qualidade das interacções, dentro da comunidade, das empresas dos países que a integram”, disse.

Acrescentou ainda que, há muito por fazer, com destaque para a procura de alguma convergência normativa nos processos ligados à actividade económica, facilitando a mobilidade de empresas, de negócios, de capital e de tecnologias, enquanto condição necessária para que a almejada parceria estratégica entre as empresas da comunidade se materialize.

O governante explicou que é urgente a necessidade de também se criar soluções conjuntas de protecção recíproca de investimentos, reduzindo ou mesmo eliminando, sempre que possível, a dupla tributação ou, ainda, que facilitem a circulação de documentos públicos no espaço comunitário sem sobrecargas excessivas de autenticações e de reconhecimentos notariais.

“Hoje, o mundo digital oferece soluções de segurança que nos ajudam a ir mais depressa e um pouco mais além nesta construção, pedra a pedra, desta nossa comunidade de laços sociais e culturais, porque de pessoas, mas também económica, uma vez que as interacções económicas facilitam a consolidação e a afirmação do espaço da nossa união”, terminou.

(AIM)

JSA