Cerca de duas mil mulheres residentes nas províncias de Manica e Niassa, regiões centro e norte de Moçambique, respectivamente, vão beneficiar de assistência em saúde sexual e reprodutiva gratuita, bem como de oportunidades de emprego.

O projecto-piloto, com uma duração de dois anos, está orçado em 400 mil de euros. O mesmo é fruto de um financiamento do governo francês e visa melhorar as condições de vida das mulheres, sobretudo as jovens residentes nas regiões rurais dos distritos de Mossurize e Mecanhelas, nas províncias de Manica e Niassa, respectivamente.

Para o efeito, foi assinado hoje um acordo entre o Fórum Mulher e a Embaixada da França.

“O projecto vai cobrir a questão da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, sobretudo das mulheres jovens e também criar oportunidades de empregabilidade destas mulheres jovens”, disse a presidente do Fórum Mulher, Rafa Machava.

Referiu que a taxa de desemprego em Moçambique é muito elevada, particularmente no seio das mulheres.

A fonte disse que se trata de um projecto-piloto e uma experiência nova para as duas entidades, que poderá ser alargada para outras províncias em função dos resultados.

“Eu penso que Manica e Niassa são as províncias que precisam mais. Niassa é uma das províncias mais esquecidas”, disse Machava.

Já o embaixador da França acreditado em Moçambique, David Izzo, disse que o acordo vai ampliar a cooperação com o Fórum Mulher.

“O país precisa se construir para permitir uma maior sensibilidade económica, maior emprego para todos, mulheres e homens mas, infelizmente, constatamos que a situação das raparigas e da mulher é mais frágil, é uma população mais vulnerável que a dos homens”, avançou.

Destacou a importância do projecto afirmando que vai ajudar a redimensionar um pouco a equação, sobretudo nas zonas rurais das duas províncias, bem como facilitar a vidas das raparigas através da educação e maior acesso ao emprego, o que vai ajudar a conferir uma maior autonomia as mulheres.

O diplomata francês referiu que o projecto se encaixa perfeitamente no princípio fundamental de que a emancipação das mulheres jovens é uma condição indispensável para o desenvolvimento socioeconómico dos países.

“Em todo o mundo, acreditamos que sem igualdade entre mulheres e homens, sem a possibilidade de as mulheres ocuparem um lugar semelhante ao dos homens em todas as áreas (social, política, económica) não pode haver um desenvolvimento harmonioso”, disse isso.
(AIM)
Fernanda da Gama (FG) /sg