O Ministério moçambicano da Saúde (MISAU) recomenda aos crentes da religião muçulmana a observarem, com rigor, as medidas de prevenção da COVID-19, durante o mês sagrado de Ramadão.
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“Inicia amanhã (Terça-feira) o mês sagrado do Ramadão, para todas as pessoas que professam a religião muçulmana. Trata-se de um período revestido de rituais próprios”, disse hoje a directora nacional adjunta da Saúde Pública, Benigna Matsinhe, durante o briefing semanal sobre a COVID-19.

Recordou que, à semelhança do ano passado, este ano o mês sagrado do Ramadão tem lugar numa altura em que estão em vigor medidas restritivas visando a prevenção da COVID-19.

“Por isso, gostaríamos de reforçar o seguinte: Não há nenhuma evidência científica indicando que a prática do jejum aumenta o risco de infecção por COVID-19. Portanto, desde que a pessoa esteja saudável, capaz ou responder aos ditames religiosos, pode fazer o jejum”, defendeu.

Aconselhou, porém, que os pacientes com COVID-19 ou aqueles que apresentam sintomas pós-infecção podem ser dispensadas do jejum. “Para estes casos, aconselhamos que se dirijam a uma Unidade Sanitária e exponham a sua situação ao pessoal médico para melhor aconselhamento’, disse.

Em relação aos eventos como o Serir e Iftar, a fonte recomenda a organização destas reuniões de modo virtual e que a presença física se resuma às pessoas que constituam o agregado familiar.

“Em todas as circunstâncias, reiteramos a necessidade do cumprimento rigoroso das medidas de prevenção contra a COVID-19”, sublinhou Matsinhe.