Dados colhidos até esta Segunda-feira pelo Ministério da Administração Estatal e Função Pública indicam que dos 340 mil funcionários e agentes do Estado cerca de oito mil já foram infectados pela COVID-19, dos quais 80 morreram, a nível nacional.

Em termos sectoriais, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) são as mais afectadas: o Ministério do Interior reportou 1.383 funcionários públicos com casos positivos, dos quais 773 são casos activos e 610 recuperados. 13 perderam a vida, enquanto 912 polícias e administrativos estão em quarentena.

Segue-se o sector da Saúde com 1.306 funcionários que já testaram positivo. Destes, seis perderam a vida, 734 têm a doença activa, 572 estão recuperados e 156 cumprem quarentena domiciliária. Os ministérios das Obras Públicas e dos Transportes e Comunicações seguem com menos de 150 casos.

Quanto à distribuição geográfica, a cidade de Maputo é o ponto do país com mais funcionários públicos com COVID-19. Os últimos dados partilhados davam apontavam para 3.106 infecções, 2.354 recuperados, 752 activos e 48 óbitos. Aliás, no que aos óbitos diz respeito, 57 foram registados nas instituições de nível central e 23 nas instituições de nível provincial.

A Directora Nacional de Planificação, no Ministério da Administração Estatal e Função Pública e’ citada pelo Jornal ”O Pais” a dizer que os números pressionam a função pública.

Por outro lado, a mesma fonte refere que prevalecem enchentes nas instituições públicas. À luz do decreto 2/2021 recaem sobre os gestores das instituições públicas as responsabilidades pelo incumprimento das medidas de prevenção da pandemia. Até hoje ninguém foi responsabilizado. Estes números correspondem a 70 por cento das instituições públicas. O restante ainda não canalizou os dados.

(AIM)

O Pais/JSA