O Ministro da Segurança Pública, Sarath Weerasekera, anunciou no sábado, a proibição do uso da burca e o encerramento de escolas islâmicas.

O Governo diz que as medidas foram tomadas no âmbito da “segurança nacional” do país. Segundo eles, o traje é um símbolo “de extremismo religioso” e esperam que a proibição seja implementada muito em breve.

“Ontem assinei a ordem que proíbe a burca, o documento do gabinete. Mesmo que se diga que é uma simples burca, é algo que afecta negativamente a nossa segurança nacional. Sabemos que, mesmo durante a nossa infância, muitos dos nossos amigos muçulmanos e raparigas muçulmanas nunca usaram burca. Trata-se de um símbolo extremista que surgiu muito recentemente. Portanto, vamos bani-lo com certeza”, afirmou o Ministro da Segurança Pública do Sri Lanka, citado pela Euronews.

As autoridades do país também pretendem fechar mil escolas islâmicas, alegando que não seguem a política nacional de educação.

O uso do véu integral já havia sido suspenso temporariamente em Abril de 2019, após uma série de ataques a igrejas e hotéis reivindicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico que fizeram mais de 260 mortos. A medida definitiva para banir a burca surgiu a dois anos depois.

A proibição definitiva, segundo o correio braziliense, precisa ser aprovada pelo Parlamento, onde o governo dispõe de uma ampla maioria.

Os muçulmanos são uma minoria no Sri Lanka, constituindo cerca de 9% dos 22 milhões de habitantes da ilha – que é maioritariamente budista.

A burca, também chamada de chadri ou paranja na Ásia Central, é uma veste comprida que envolve todo o corpo, dos pés à cabeça, com uma abertura rendilhada à altura dos olhos, usada em público por algumas mulheres muçulmanas.

(AIM)

JSA