Depois que diversos países suspenderam o uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, a empresa disse que “não havia evidências de um risco aumentado” de coágulos sanguíneos, e que os reguladores de medicamentos europeus e britânicos disseram que a ligação entre a vacina e os coágulos sanguíneos não foi confirmada.

“Uma análise de nossos dados de segurança de mais de 10 milhões de registros não mostrou evidências de um risco aumentado de embolia pulmonar ou trombose venosa profunda em qualquer faixa etária definida, sexo, lote ou em qualquer país específico com a vacina contra a covid-19 da AstraZeneca”, diz a empresa em comunicado, citado pela publicação Poder360.

“De fato, o número observado desses tipos de eventos é significativamente menor naqueles vacinados do que seria esperado entre a população em geral”, ressalta.

Na 5ª feira (11.mar.2021), o primeiro-ministro da Tailândia, Prayut Chan-o-cha, cancelou os planos de obter a vacina AstraZeneca.

“Quando há um evento adverso, não precisamos estar com pressa”, disse Piyasakol Sakolsatayadorn, membro do comitê de vacinação do país.

Os movimentos vieram em resposta a relatos de coágulos sanguíneos em algumas pessoas que tomaram a vacina na Dinamarca, o primeiro país a suspender o uso, por 14 dias, do imunizante.

Noruega e Islândia seguiram os pasos da Dinamarca. O Instituto Norueguês de Saúde Pública disse que o país também relatou casos de coágulos sanguíneos de pessoas que receberam a vacina, mas “principalmente em idosos onde muitas vezes há outra doença subjacente também”.

Outros países, incluindo Áustria e Itália, suspenderam lotes específicos da vacina. Autoridades disseram que aguardam investigação dos órgãos competentes.

Mas várias nações – incluindo Alemanha, França, Reino Unido, Holanda, México e Nigéria- disseram que a vacina é segura.

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) disse na 5ª feira (11.mar.2021) que não recomendou a suspensão do uso da vacina AstraZeneca, afirmando que “não há indicação” de que a vacina tenha causado os coágulos sanguíneos nas pessoas que receberam a vacina. A agência disse aos países que eles poderiam continuar a aplicar o imunizante enquanto as investigações ocorrem.

Os benefícios da vacina continuam superando seus riscos e a vacina pode continuar a ser administrada enquanto a investigação de casos de eventos tromboembólicos está em andamento“, disse a agência.

O MHRA, regulador de medicamentos do Reino Unido, onde 11 milhões de doses foram administradas, também emitiu um comunicado tranquilizando o público.

“Coágulos sanguíneos podem ocorrer naturalmente e não são incomuns”, disse a agência.

O episódio, no entanto, representa outro desafio para a farmacêutica, cuja vacina foi objeto de disputas políticas, atrasos na entrega e outras preocupações.

(AIM)

Pdr360/JSA