O projecto Mozambique LNG, que tem como companhia operadora a petrolífera francesa TOTAL, já investiu até Janeiro do corrente ano mais de um bilhão de dólares norte-americanos em conteúdo local, verba directamente aplicada em 400 empresas nacionais, das quais 190 detidas por moçambicanos.

Deste montante, mais de 250 milhões de dólares norte-americanos foram investidos directamente nas empresas geridas por moçambicanos, subcontratadas para fornecimento de bens e serviços da cadeia de valor da indústria de petróleo e gás, bem como na formação e capacitação de recursos humanos e empresas.

A informação foi divulgada hoje, em Maputo, pelo representante das empresas contratadas pela TOTAL, Leonardo Nhavoto, num seminário virtual realizado pela empresa para a partilha de oportunidades de negócios concedidas às empresas moçambicanas.

“Até hoje, a Total já investiu mais de um bilhão de dólares em empresas nacionais que fornecem bens e serviços ao projecto Mozambique LNG. São cerca de 400 empresas nacionais. Esse investimento já criou mais de seis mil postos de trabalho, onde 87 por cento da mão-de-obra é moçambicana”, disse Nhavoto.

No seminário, a Total através das empresas contratadas e a CCS JV um consórcio de fornecimento de bens e serviços para a instalação da construção on-shore em Cabo Delgado, apresentaram um plano prospectivo de aquisições, que abre uma oportunidade de exploração de vários negócios para empresas nacionais na cadeia de valor do petróleo e gás.

“Trata-se de um plano desenhado para informar o mercado local sobre as oportunidades futuras para fornecimento de bens e serviços para a instalação da construção onshore em Cabo Delgado”, disse Yara Povoa da CCS JV.

O plano integra o escopo de trabalho, valor estimado dos contractos, datas propostas para o arranque, padrões de qualidade exigida na prestação de bens e serviços, bem como os padrões técnicos e marcas que o projecto Mozambique LNG exige.

Com a oferta destas oportunidades, a Total abre espaço para uma maior participação das empresas contratadas e subcontratadas nacionais na cadeia de suplemento da indústria de petróleo e gás, cumprindo com o projecto de programas para apoiar as empresas moçambicanas, sobretudo as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) que buscam oportunidades de contratação.

(AIM)

Paulino Checo /sg